Aprender algo que não se gosta – Como se motivar?

Um dos grandes desafios da educação hoje em dia é motivar os alunos para que eles mobilizem esforços para aprender de fato o que é ensinado. Isso porque sabe-se que a motivação é um fator extremamente importante quando se quer aprender  profundamente e com resultado duradouro.

 Daí a se concluir que as pessoas só conseguem – e só deveriam – aprender “de verdade” aquilo que gostam, é um pulo.

Mas aqui pode haver uma pegadinha: é sabido também que compreender / aprender (pra valer) algo novo ou resolver um problema com sucesso, libera hormônios ligados a sensação de prazer. Se esse prazer se repete algumas vezes dentro de uma mesma área de conhecimento ou de habilidades, o nosso cérebro acaba associando essa área com o prazer.

Ele é bom porque gosta ou gosta porque é bom?

O menino que  costuma ter sucesso em matemática busca repetir o prazer de resolver um problema matemático corretamente tentando resolver novos problemas. Com esse comportamento, ele e as pessoas a sua volta concluem que ele “gosta” de matemática.

Mas na realidade, para ser mais preciso, pode-se dizer que este menino aprendeu a extrair prazer da matemática, e portanto, a gostar dela.

Isso nos remete a importância das primeiras experiências com cada área de conhecimento. Se elas são repetitivamente ruins, criam um círculo vicioso de desprazer e repulsa, criando ainda mais dificuldades, já que a pessoa não se esforça para passar mais tempo “brincando” com aquele tipo de conhecimento.

A primeira boa notícia é: se as primeiras experiências com uma área são repetidamente boas, elas criam um círculo virtuoso de aprendizagem, porque a pessoa busca naturalmente repetir a experiência e passa mais tempo envolvida com aquele assunto.

 A segunda boa notícia é que é perfeitamente possível “consertar” um desgosto por uma certa área de conhecimento. Para isso, é preciso que a pessoa viva situações em que possa se sair bem no nível em que ela está, criando e fortalecendo assim uma nova associação, desta vez prazerosa, com o assunto em questão.

aprender

Como criar o sucesso que dá prazer?

Eu uso uma receita, que é fundamentada no conhecimento da neurociência e que normalmente funciona bem com meus alunos:

  • fornecer informações novas em doses homeopáticas
  • fazer um monitoramento frequente de desempenho, ressaltando os progressos.

Esses dois ingredientes combinados ampliam as chances de sucesso e criam diversos picos de prazer, que vão aumentando a confiança da pessoa com aquele conhecimento, e mais importante, a vontade dela de continuar a aprender.

Assim, ao invés de temer o próximo passo ou o próximo fracasso, ela acaba se animando com as possibilidades de prazer futuro e passa a correr atrás delas. No final, ela pode acabar descobrindo que assunto não é assim tão chato, e que ela até que gosta “um pouquinho” dele…  😉

7 Comentários


    1. Agradecido, Danielle!
      Abraço,
      Marcelo Souza
      Gerente de relacionamento.

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  1. Gostei do artigo.Vai ajudar também a motivar minha filha a aprender e gostar de matemática.

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  2. Ola! Querida Ana,NOSSA ! Quantas dicas para sairmos do lugar.E nos termos como alguém capaz.E o melhor, há mecanismos de ajuda para nos melhorarmos. Preciso extrair desses conhecimentos,uma base para nortear minhas práticas.Falo assim, por minha pouca concentração, medo de tudo,ansiosa,falo em otimismo mas, minha ação,não tem o resultado que espero.Em fim,vou sair desse rotina e viver.Afinal, sou apaixonada, por conhecimentos,estou sempre lendo,embora dificilmente termine um livro. Por ñ criar rotina.Sou criativa e amo a vida,mas vejo o quanto ainda posso, me oferecer para ser ainda mais feliz.
    abraço…. Boas energias. LUZES SAÚDE.

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