Aprendizagem “Fora de Série”

Aprendizagem Fora de Série

Os livros “Fora de Série”, de Malcolm Gladwell, e “Descubra seus Pontos Fortes”, de Marcus Buckingham, apresentam uma série de ideias bem interessantes sobre aprendizagem e desempenho cognitivo. Algumas dessas ideias, no entanto, se chocam entre si. Como ambos os livros são bem argumentados e documentados por pesquisas, fica a pergunta: qual está certo?

Assista ao vídeo abaixo e acompanhe a análise:

Para fazer uma comparação entre os dois livros, é preciso entender quais são as ideias de cada um. Nesta série de três vídeos, começamos a analisar as principais ideias do livro Fora de Série, do autor Malcolm Gladwell. No próximo vídeo, eu faço um resumo das ideias do Buckingham e seus pontos fortes e, no terceiro, a gente vai contrastar os dois.

O meta-estudo do Fora de Série

O Fora de Série tornou-se um best seller na área de psicologia cognitiva. Ele se baseia em “indivíduos fora de série” – ou outliers – que são pessoas extremamente excelentes em uma determinada área e são capazes de atingir um sucesso tão grande que passam a ser chamadas assim.

A ideia do livro é mostrar a análise de diversas pesquisas acadêmicas com a intenção de descobrir quais são os fatores mais importantes para uma pessoa se tornar muito boa em uma atividade cognitiva. Alguns exemplos citados são habilidades com o esporte e com a música, mas qualquer outra atividade que envolva desempenho não apenas intelectual, mas físico também (negócios, atividades acadêmicas, entre outras), pode entrar nessa análise.

Talento x Prática

Entre as pesquisas citadas no livro, as ideias mais famosas do Fora de Série são do professor de psicologia Anders Ericsson, que há 20 anos estuda por que algumas pessoas são mais bem-sucedidas do que outras.

Seus estudos apresentam uma controvérsia a respeito da aprendizagem: durante muito tempo se acreditou que, para uma pessoa se tornar muito boa em alguma coisa, ela precisava “ter nascido com determinado talento para aquilo”. No entanto, segundo as ideias de Anders Ericsson, tratando de desempenho cognitivo, o talento não é o principal fator, mas sim as horas de prática.

Excelência através da prática

“Para você ficar muito bom em alguma coisa, você precisa colocar 10 mil horas de prática nela.” Ao contrário do que se acredita, para uma pessoa ser excelente em uma determinada área, o que conta não é apenas o talento ou a facilidade em aprendizagem que ela tem, mas também a dedicação, o esforço e as horas de prática.

Levando em consideração o tempo indicado no livro, as “10 mil horas de prática” equivalem a três horas por dia (ou 20 horas por semana) durante 10 anos!!!

Ao longo do livro, o autor Malcolm Gladwell desmonta a ideia de que uma pessoa só é muito boa para uma determinada coisa se ela nasceu com talento para isso, quando na verdade, durante toda a sua vida, qualquer um pode começar a acreditar que tem talento e buscar mais oportunidades para praticar sua aprendizagem e, com isso, se tornar excelente.

Ao mesmo tempo, uma pessoa tida (apenas) como talentosa, muitas vezes carrega grande mérito pessoal em suas conquistas e excelência.

Exemplos como esses são descritos no Fora de Série.

É uma ideia “politicamente correta” porque mostra que não existe uma “sorte” de alguém nascer menos ou mais talentoso(a) que outro, mas sim que você tenha esforço e mérito para desenvolver seu aprendizado. Isso nos deixa mais confortáveis do que a ideia do que algumas pessoas nascem com mais facilidade, habilidade ou talento em um determinada área. Mas, claro, para caminhar em direção à excelência é preciso dedicar horas de prática deliberada.

O que é prática deliberada?

É um conceito do Anders Ericsson que apresenta uma série de características para levar à excelência. Não adianta apenas praticar uma ação sem ter conhecimento de que você esteja fazendo aquilo corretamente ou com a concentração necessária. Nesse caso, a prática deliberada precisa ser:

  • Concentrada
  • Repetida muitas vezes
  • Difícil de ser executada

Além disso, é necessário ter um feedback dessa prática para que você saiba se atingiu seu objetivo.

Essa prática pode ser utilizada em qualquer atividade que possa melhorar seus pontos fracos. Por exemplo: existem pessoas com dificuldades de dirigir, seja por falta de habilidade ou por medo. Nesse caso, com a prática e o desempenho cognitivo, é possível focar um objetivo específico (no caso, a direção de um veículo) e melhorar os pontos onde há mais dificuldade.

Além disso, é importante saber que, o que é difícil para uma pessoa, pode ser fácil para outra, e que nem sempre as atividades serão “divertidas” na prática deliberada. Um exemplo são pessoas que gostam de tocar violão, mas não enxergam essa habilidade como algo difícil de se executar ou não prestam atenção no que estão fazendo certo ou errado.

Você já tem um objetivo específico? Conhece os pontos que você tem mais dificuldade e precisa desenvolver suas habilidades?

50 Comentários


  1. Modéstia de lado neste momento, trabalho na segurança mais de 14 anos e atiro muito bem, este resultado obtive com uma excelente instrução na vida militar e a prática deliberada que sigo até hoje ao pé da letra. Então, uma excelente compreensão do que pretende-se realizar com a prática deliberada leva a aprendizagem (mudança de atitude) fora de serie!

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  2. Olá Ana,

    Em primeiro lugar gostaria de elogiar seu trabalho. Na minha trajetória de concursando, há algum tempo tenho atentado para a necessidade de construir novas habilidades cognitivas para maximizar meu desempenho, o que me fez descobrir em mim um grande prazer em assuntos relacionados a técnicas de aprendizagem. Foi assim que descobri o seu site.

    A respeito das ideias que você relatou sobre o livro “Fora de Série”, principalmente no que concerne ao conceito de “prática deliberada”, muitas coisas me chamaram a atenção.

    Não li o livro ainda, mas gostaria de registrar uma primeira impressão, ainda que isso possa parecer um pouco prematuro.

    De fato, trabalhar em cima de nossos pontos fracos sugere que ao final, nos tornaremos mais completos na atividade que objetivamos desempenhar com maior estabilidade. E isso é sem dúvida algo que deve ser buscado por qualquer pessoa que procure tornar-se melhor no que faz. Mesmo que seja muito “talentosa”.

    No entanto, na minha opinião, não há como descuidar que o talento é uma variável importante na equação. Do contrário, como explicar que dois atletas com características semelhantes, que pratiquem o mesmo esporte e se submetam a rotinas de prática deliberada “igualmente intensas” num mesmo período de tempo, possam apresentar diferente evolução? Sei que o exemplo pode parecer demasiadamente simples e que muitas outras variáveis devem ser incluídas, mas mesmo que a prática deliberada de ambos os atletas respeitem suas individualidades atléticas e sejam perfeitamente ajustadas às suas necessidades, não é incomum que cada um registre uma evolução diferente. Como explicar isso?

    Por outro lado, também não sou nenhum fã da apologia a uma ideia de que algumas pessoas nasceram pra brilhar e outras para fracassar, como aqueles que buscam reduzir o sucesso e o fracasso à uma equação quase que sobrenatural chamada talento.

    Apenas acredito que pessoas possam alcançar resultados bastante satisfatórios quando vencem seus próprios limites, superando a si mesmas. E isso pode ser considerado um desempenho excelente para alguns. Mas o que poderia ser dito se tivéssemos uma mesma pessoa talentosa dedicando-se com a mesma intensidade no desempenho da mesma atividade? Será que o resultado desta última não seria superior?

    Ocorre que, seja pela falta de habilidade de alguns profissionais identificarem um verdadeiro talento em suas respectivas áreas, seja pelo fato de que a demora e o gasto econômico atuem como fator desestimulante à busca de talentos verdadeiros, muitas vezes abre-se mão da excelência para satisfazer-se com um desempenho regular.

    A regularidade no desempenho de qualquer atividade é algo que deve ser buscado sempre e aí está a meu ver o valor da prática deliberada. Mas o desnível entre as habilidades de uma mesma pessoa, muito embora possa ser drasticamente reduzido, tende a ser mantido pelo simples fato de esta pessoa ter uma facilidade naturalmente maior para realizar certas coisas do que outras, o que pode ser interpretado como talento maior ou menor.

    Nem questiono qual a razão de cada um de nós sermos mais talentosos para uma coisa do que para outras, se já nascemos com isso, se adquirimos isso ao longo de nossa experiência de vida e etc. Como disse sou um leigo nessas águas e apenas me permito a ousadia de nelas navegar.

    Mas, seja como for, na minha opinião o talento é algo que não pode ser desconsiderado e deve ser identificado como um forte aliado para o nosso desenvolvimento.

    Mas também acredito que nossos talentos se multiplicam na medida em que agregamos mais experiência no que fazemos e, com isso, novas portas se abrem. Isso porque, essa facilidade no desempenho de novas habilidades está também pode se aplicar em outras atividades. Será que essa afirmação contradiz tudo o que eu disse? Ainda não tenho resposta para essa pergunta.

    De uma coisa coisa, contudo, acredito ter certeza: este é um assunto tão rico que permite ser investigado sob pontos de vista aparentemente opostos e que sinaliza para a necessidade de não cairmos na armadilha da lógica simplista do sim e do não, do certo e do errado.

    Agradeço o espaço e deixo essa provocação saudável. Mais uma vez, meus parabéns.

    Mas acho que

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    1. Victor, o material do Fora de Série é baseado em pesquisas com muitas pessoas, incluindo análises estatísticas nada simples. Inclusive a questão dos
      atletas é bastante discutida lá.
      Em termos de ciência, não tem muito sentido comparar duas pessoas “nas mesmas condições” exceto por uma variável (o talento). O ser humano
      é muito complexo, MUITAS coisas afetam o desempenho e até mesmo a percepção do talento. Resta então analisar tendências, pelo estudo
      de grandes grupos. É isso que a maioria das pesquisas citadas pelo Gladwell faz. Vc talvez também goste de ler o material sobre os gêmeos,
      que é a forma mais comum de se tentar “isolar” a variável talento. O histórico da análise destas pesquisas é muito esclarecedor, principalmente
      com relação ao perigo de sermos enganados pelos resultados, se não soubermos analisá-los adequadamente.
      Enfim, para responder vc com mais detalhe, eu praticamente teria que refazer o caminho do Gladwell aqui, então sugiro que vc leia o livro,
      vai esclarecer muita coisa. 😉

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  3. Por alguma razão, eu cresci acreditando que não estudava por tanto tempo os assuntos de que gostava. Assistindo o vídeo me fez relembrar que eu acreditei nisso porque na verdade estudar os assuntos de que gostava me proporcionava imenso prazer; e essa sensação de prazer fazia o tempo passar rápido. Então se eu estudasse, por exemplo, por 3 h Biologia, eu tinha a sensação de que havia estudado por meia hora. Se fosse uma matéria de que não gostasse tanto as mesmas 3 h pareciam muito longas e cansativas. E esse esquecimento de horas de estudo real, interferiu na minha forma de estudar para concurso, que é minha dedicação atual. Como preciso de longas horas de estudo, e de matérias que não são tão agradáveis, eu tenho a sensação de que passo longas horas para aprender. Mas sempre foi assim, no entanto essas longas horas me fazem me sentir improdutiva hoje. E de novo: sempre fui uma aluna muito boa em todas as matérias, mas que me dedicava muito! No entanto percebi, e creio que meu cérebro absorveu essa “lenda”, que as pessoas tratavam meu sucesso como se fosse “sorte”. Até mesmo minha família não “via” as longas horas de estudo que eu dedicava por matéria. Como isso é possível? Como e por que meu cérebro absorveu isso? Confesso que esse vídeo me fez entender de uma forma mais profunda meu comportamento de estudante e o quanto eu mesma me “atrapalho” por não aceitar ser como sou. Consegui me explicar bem, ou ficou confuso? 🙂

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    1. Isso muda totalmente a forma de pensar…
      Como vc mesma descreve no seu relato as suas horas e horas de prática…horas e horas de dedicação…foi o que fazia a diferença até mesmo na sensação da passagem do tempo.
      Nossos interesses sobre determinados assuntos nos proporcionam confiança…
      Abraço, Marcelo.

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  4. Boa tarde Ana, eu tenho visto vários videos seus e eles tem me ajudado bastante,
    pois é exatamente a linha de raciocínio que eu acredito. Li o livro de Geoff Colvin-Desafiando o TALENTO e gostei demais.

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  5. Acredito em ir mais fundo na implicação dos assunto no cotidiano das pessoas vai aumentar a memorização.

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  6. COM CERTEZA A APTIDÃO É IMPORTANTE PARA DETERMINAR QUAL ÁREA ATUAR , MAS O TREINO É O QUE VAI FAZER O DIFERENCIAL ENTRE OS TALENTOSOS !!!
    ACHO QUE É ISSO AI !!!

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  7. Olá Ana, primeiramente gostaria de que para mim tu fostes um achado, estou muito encantado com seu trabalho, tudo começou quando me interessei por Mapas Mentais e estou buscando adotar este método para me desenvolver e ainda criar uma maneira de organizar minhas idéias e projetos. Embora com 62 anos, estou ainda buscando uma forma de me desenvolver e os Mapas Mentais foram um achado, porque de forma bem grosseira eu quase que já pratico algo parecido nas minhas conjecturas sobre qualquer assunto que tenha que elaborar, papel e lápis são para mim ainda os instrumentos mais adequados para qualquer organização mental. Estou muito interessado neste assunto hoje comprei o livro do Tony Buzan mas somente receberei a semana que vem, estou ancioso pela leitura, foi através de seu blog e vídeos que iniciei este processo, e que fiquei maravilhado com seu trabalho e conhecimento, parabens, me tornei seu fã e o que mais me encantou é que tudo isso, não tem aquela pegadinha que todos estes sites, tem , no final querem te vender algo, parabens mais uma vez pela sua ética e dedicação ao assunto e conhecimento obviamente. Tive uma experiencia quando cursava o Colegial com a matéria de Genética, fui reprovado nesta matéria e no ano seguinte botei na cabeça que provaria para a professora e para mim tb. que ficaria craque no assunto e assim aconteceu, estudei com afinco a matéria e obtive uma das maiores notas e apreendi a matéria, passei a curtir fazer aqueles problemas de AA, bb, etc…a técnica do treino funcionou, está é uma experiencia que lembro que funcionou. Um abraço e obrigado por existir e divulgar conhecimento.

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    1. Renato, é uma descoberta e tanta saber da existência de mapas mentais, né!
      O mapa mental se diferencia daquela forma de ensino que, de maneira geral, fomos apresentados e que foi se sociabilizando/internalizando e disseminando no cenário escolar.
      Legal que vc adquiriu livro do Tony Buzan.
      É um referencial importante pois só vem embasar ou fundamentar esta ideia.
      Uma outra coisa que aparece nos seus comentários são as influências, os afetamentos positivos que vc externa aqui quando entrou em contato com o conteúdo do blog…muito bom ouvir e ver que este conteúdo faz parte também da sua trajetória e fez até vc lembrar da sua experiência no colegial…
      Abraço, Marcelo.
      Gerente de relacionamento.

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  8. Olá Ana, parabéns pelo trabalho, está realmente sensacional! Bom, a respeito do fora de série, eu concordo parcialmente com o “diagnóstico” dos estudos que formam a base para o livro, no entanto acredito que a prática de determinada habilidade só leva à excelência se já existe uma certa aptidão para a área em questão. Um exemplo real, eu tenho duas filhas uma de 12 e uma 9 anos, a mais velha sempre desde pequena demonstrou grande habilidade em argumentação, defesa de seus pontos de vista e um raciocínio matemático muito rápido e preciso. Já a mais nova demonstra claramente uma aptidão para o lado de artes, é muito criativa e “inventiva” então ..o quê quero dizer é que se cada uma dedicar treinamento e prática nessas áreas que já demonstram aptidão e gosto vão chegar à excelência ao passo que se a mais velha se dedicar a arte e a mais nova se dedicar à matemática se tornarão apenas medianas mesmo que atinjam as 10.000 horas ou mais mencionadas. É apenas um percepção de pai! kkkk espero que contribua com o debate! Grande abraço!

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    1. Opa, Luciano!
      Uma das coisas que o Gladwell pontua é justamente o efeito que os pais e adultos tem sobre os “talentos” da criança. A ideia é que nossa percepção
      molda nossas atitudes com cada criança, oferecendo mais oportunidades naquilo que achamos ser seu talento natural. No final, fica muito difícil dizer
      o que é “natural” do que foi construído pelas percepções e projeções dos pais. É meio uma história de ovo e de galinha…
      De todo modo, eu concordo plenamente com a ideia de oferecer todas as opções para a criança desenvolver um talento percebido, só tomando cuidado
      para não podar outras possibilidades muito cedo. 🙂
      Abraço,
      Ana

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      1. Isso que você pontuou é bem interessante Luciano. Só para complementar, no livro Maestria, do Robert Greene, tem uma parte que fala sobre diversas estratégias bacanas para descobrir sua vocação, e o Robert Greene chama a atenção para o fato de que os maiores mestres que já existiram – Albert Einstein, Marie Curie, Leonardo da Vinci – seguiram pelo caminho que mais lhe despertaram o interesse na infância. Cada um se tornou excelente naquilo que já tinha um certo interesse e facilidade. E no livro ele cita vários exemplos, como o do Leonardo que roubava folhas do pai dele e ia para o bosque desenhar sempre a mesma paisagem.

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        1. Boa dica para todos os seus comentários em torno de materiais complementares, Matheus!
          Abraço, Marcelo.

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  9. Minha pesquisa de monografia na pós graduação está se baseando na aplicação da teoria do Buckinham na consultoria em que eu trabalho. Agora que o contraponto foi apresentado, estou ansioso pra ler Outliers.

    Obrigado, mal posso esperar para ver os dois próximos vídeos. Rsrrs.

    Bruno César

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    1. Que legal, Bruno! Vou ficar feliz em contribuir um pouquinho p o seu trabalho. Aguarde! 🙂

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      1. Oi Ana! Quando sai o próximo vídeo desta série?Forte abraço. Bruno

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        1. Bruno, não temos ainda uma data exata…aguarde mais um pouco…
          Obrigado pelo seu interesse.
          Abraço, Marcelo.

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  10. Olá Ana, vou aproveitar esse espaço para contar um pouco da minha história, já que cada postagem sua vem de encontro com o que tenho passado na minha rotina de estudos. Bom tenho me dedicado muito mesmo nos estudos desde o ano passado, pois estava decidida a fazer o vestibular e concursos públicos. O resultado foi médio no Enem, bom no vestibular da Federal (o qual consegui uma vaga para cursar Administração pública) mas nos concursos públicos estou bem frustrada, já fiz várias provas e meu rendimento não melhora, já estou começando a pensar em desistir. Depois que vi o mini curso de aprendizagem que você mostrou um pouco sobre os mapas mentais, comecei a aplicar algumas técnicas e a produzir alguns mapas, o que tem me ajudado um pouco. Mas o que me desmotiva é o resultado das provas, parece que quanto mais estudo pior é, sem mentira eu estudo de 8 a 10h por dia e não consigo me classificar bem em nenhum concurso.
    Quando vi o vídeo falando sobre os pontos fortes e fracos, lembrando da minha trajetória poderia dizer que a matéria que mais tem me prejudicado é matemática, e a que tenho maior facilidade é português, até que abriu concurso aqui mesmo na minha cidade, vibrei quando li o edital e vi que não cairia matemática, pensei cá comigo, – é agora, agora vai. Resultado, precisaria acertar das 10 questões de português pelo menos 5, acabei acertando somente 3. Juro que se não tivesse tomando fluxetina teria chorado muito.

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    1. Nossa Elisângela, tem que ver o quanto a ansiedade não está atrapalhando seus resultados. Outra coisa, medicamentos psiquiátricos afetam
      bastante a cognição, faça um acompanhamento médico direitinho, ok?
      Quanto aos resultados, talvez vc esteja dispersando muito a sua atenção entre várias coisas. Vestibular sozinho já é muita coisa, concurso sozinho idem,
      talvez seja hora de vc fazer uma coisa de cada vez.

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  11. Olá, Ana
    eu estou com 33 anos a única atividade que fiz na minha vida, salve por seis meses que trabalhei em 2010, foi estudar. Fiz o curso de geologia no periodo de 2002 até 2010, com muita dificuldade. Muito atrevida que eu sou entrei para o mestrado em 2012 e defedi-lo em agosto do ano passado e fui reprovada. no total são treze anos de estudo em geologia e nunca tive resultado suficiente. Eu li o livro do FORA DE SERIE e foi muito confortavel acreditar que o meu problema não seria falta de talento como havia pensado, apenas tavez uma pratica mal deliberada, no entanto estou tão frustrada que tá dificil de acreditar em alguma coisa. O outro livro ainda não li, mas lerei o mais breve possível.
    parabens pelo trabalho do blog!

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    1. Aline, não deixe que um resultado (a defesa do mestrado) macule todo o resto.
      Vc se formou, passou nas disciplinas do mestrado, trabalhou, mesmo que por pouco tempo.
      Tudo isso também é resultado, certo? 😉
      Aguarde que já vamos soltar os próximos vídeos.
      Abraço,
      Ana

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  12. Boa tarde Ana, espero que estejas muito bem.
    Gostaria que me ajudasses sobre como inserir uma imagem nos mapas mentais,
    ja uso o mapa mental, mas tenho dificuldades em inserir imagens….

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  13. Olá, Ana ! Bom dia !

    É um prazer poder estar aqui contigo novamente compartilhando percepções a respeito dos seus estudos. Em face do exposto, entendi que para aplicar os conceitos do Gladwell seria preciso ter um controle das horas dedicadas a prática X, Y ou Z. E, por conta disto, passa a ser um imenso desafio metrificar todo um histórico de práticas de alguma atividade – como você bem citou: “Levando em consideração o tempo indicado no livro, as “10 mil horas de prática” equivalem a três horas por dia (ou 20 horas por semana) durante 10 anos!!!”. Para fazer valer a minha explanação eu te pergunto: Quantas horas você estudou cada disciplina durante todo o seu ensino fundamental e médio?
    Tá vendo só! Fica complicado explicar essas métricas. A pessoa teria que ser extremamente organizada, disciplinada e focada.
    Falando sobre o livro “Descubra os seus pontos fortes” eu posso te dizer que este mudou a minha percepção no que tange à minha conduta em vida para alcançar aquilo que acredito. Ele redirecionou meu comportamento e me fez acreditar no que sempre acreditei, todavia, não colocava em prática, não tirava da minha cabeça e trazia para o mundo real. Sendo assim, no citado livro enxerguei o quão importante é você descobrir os seus Temas de Talento e potencializá-los. Esses temas, por eles mesmos, já nos deixam menos preocupados em relação aos nossos possíveis pontos fracos. No meu caso, pude entender afirmações que faziam parte do meu “eu”, no entanto, estavam estacionadas e desacreditadas. Após descobrir os meus Temas de Talento pude despertar e realmente começar a fazer valer a minha existência no mundo. Logo, logo você saberá o motivo. Será um prazer informá-la sobre a minha/nossa realização.
    Um abraço e tudo de melhor sempre!

    * Fábio Castro * (RJ)

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    1. Fábio, não poupaste nas palavras para expressar suas inquietações…seus desafios…suas percepções a certa de temas associado aos estudos.
      Acho importante que este canal possa acolher/receber informações da experiência pessoal de cada um de nós.
      Muito bom!!
      Com relação a sua pergunta:
      A Ana já me disse uma vez que estudava 2 a 3 horas por dia.
      Abraço, Marcelo.
      Gerente de relacionamento.

      Responder

    1. Obrigado a vc pelas seus comentários.
      Abraço, Marcelo.
      Gerente de relacionamento.

      Responder

  14. Eu gostei muito do vídeo, achei bem interessante, e desde já agradeço por ele!

    Responder

    1. Nós é que agradecemos a sua visita no nosso canal.
      Abraço, Marcelo.

      Responder

  15. Concordo! O que pode ser feito por um, pode ser feito por todos. O esforço bem direcionado leva a perfeição. Claro que o talento existe e o sortudo precisará se esforçar muito menos para alcançar exito.

    Responder

    1. William, que legal que vc gostou deste post…e lhe estimulou também a passar para a gente algumas das suas impressões…
      Abraço, Marcelo.

      Responder

  16. O grande X da questão é que quando não se tem talento(facilidade) para alguma atividade, acabamos não tendo energia ou dedicação necessária para alcançar tal resultado, para sermos um “fora de série”. O nosso cérebro não gosta de atividades cansativas, isso é algo mais do que provado! E vivemos em uma sociedade ansiosa e imediatista, ou seja, para alcançar tal façanha são necessárias algumas estratégias, como planejando e um foco muito nítido do que sonhamos ou desejamos alcançar.
    A prática leva a perfeição, porém é preciso gostar da atividade ao qual você se propõe a fazer\dedicar, para que você possa ter o combustível que te leva próximo a perfeição: motivação.

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    1. Isso mesmo, Will.
      Um combustível é importante…
      Motivação caminhando juntos, né!
      Abraço, Marcelo.

      Responder

    2. É vero Will. Nosso cérebro busca funcionar com o menor esforço possível, pois os processos mentais, neurológicos, cognitivos consome muita energia, oxigênio, e bio-química. Para fazer algo que não gostamos precisamos encontrar algum benefício para se agarrar. Use a imaginação.

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  17. Olá Ana.
    Eu acredito muito nas técnicas ensinadas neste vídeo, pois elas tem funcionado na minha vida. Nos últimos meses tenho estudado em casa a língua inglesa e matérias exatas, e com certeza quanto mais eu pratico melhor fica meu desempenho. Agora com este conhecimento sobre as 10 mil horas, vou praticar ainda mais para ver o nível alcançado ao final desse período.
    Abraço e parabéns pelo seu trabalho. Ele é realmente de alto valor para quem sabe aproveitar. Deus te abençoe.

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    1. Samuel, agradecemos muito os seus comentários positivos com relação ao nosso trabalho.
      Continue estudando…
      Abraço, Marcelo.

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  18. Eu não li o livro “Fora de Série”, e meu comentário está baseado apenas na apresentação feita neste vídeo e mapa mental.
    Eu li e fiz o teste do livro “Descubra Seus Pontos Fortes”. Considerei a proposta e pesquisa pertinentes e pragmáticas.
    Será interessante acompanhar análise, embora eu suspeite que a conclusão seja alinhada pelo ‘meio termo’ entre as duas ‘exPosições’.
    Considero que no livro Fora de Série existem muitos pontos em comum com minha experiência, mas não tenho elementos para julgar ou validar em relação à indicação de quantificação em horas de prática! Não acredito que a variável Quantidade de Horas seja suficiente e necessária para determinar nível de Excelência – a qualidade das experiências, consorciada com a teoria (a que se possa ter tido acesso, ainda que minimamente) deve ter relevância no processo.
    Vou seguir com interesse a análise.
    Parabéns pelo Mais Aprendizagem está sendo inspirador para um sonho que acalento!

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    1. Legal que o mais aprendizagem está se revelando para vc e brotando até possibilidades para vc se inspirar.
      Ficamos felizes.
      Abraço, Marcelo.

      Responder

  19. Eu falo muito bem inglês e aprendi de forma ‘quase’ natural…digo isso porque sei que muitos estudaram inglês e moraram fora, mas foram incapazes de ganhar fluência… Desde criança queria aprender a língua e sugava todo o conhecimento a que tinha direito, com isso ganhei autoconfiança para me expor e falar em situações em que os outros ficam tímidos, somando então horas de ‘prática’ deliberada! 🙂

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    1. O caminho é este…
      Obrigado por nos relatar as suas possibilidades.
      Abraço, Marcelo.

      Responder

  20. Oi Ana!
    A minha realidade de estudo é bem nessa estrutura de concentração, repetição, e difícil de fazer, como, por exemplo, na construção de artigos científicos. O meu maior gargalo era saber estruturá-lo e então começar a escrever. Foi quando recebi um treinamento específico de desenhar a estrutura lógica do texto para poder ter o meu norte, e isso era super difícil no início para mim. A partir daí, eu comecei a treinar e treinar, em eventos de menor porte, e fui me sentindo mais segura e tranquila. Hoje, em relação a esse ponto o processo é bem mais prazeroso.
    Obrigada pelas postagens!

    Responder

    1. Vc atingiu um ponto interessante….onde vc fez uso de treinos…e depois ganhou confiança indo em direção a satisfação.
      Muito bom!!
      Abraço, Marcelo.

      Responder

  21. Ana, até parece que você “adivinhou” um conflito que eu tinha. Em relação ao vídeo, de fato acredito que a prática deliberada é sem dúvidas o fator que desenvolve as habilidades, além da prática de 10.000 horas, também expresso no Maestria, do Robert Greene (que recomendo muito, ele é teórico, prático e muito didático). Não li o Fora de Série, mas senti que ficou faltando a questão de que não basta PD e 10.000, e sim aquela habilidade tem que ser feita com paixão e tem que estar alinhado à sua missão de vida, e também a questão de que no decorrer do desenvolvimento das habilidades, o foco e interesse de aprendizagem pode mudar e aí criar um novo caminho de maestria, assim como Da Vinci ou Burle Max fizeram, pois não adianta ter muita habilidade no que odeia fazer, ou o que mais acontece: a pessoa fica a anos numa função o trabalho e atrofia seu desenvolvimento por ver nenhuma ligação com aquilo.

    E em minha experiência pessoal em relação aos pontos fracos, que me desculpe o Malcolm Gladwell, mas eu fico com o Buckingham e com o Robert Greene, os pontos fracos você tem que gerenciar, ou melhorar até o nível tolerável, ou veementemente eliminar e/ou evitar. Para se ter sucesso você tem que saber seus talentos (identificados através do teste conceituado da Gallup), saber o que ama fazer, sentir que aquilo te dá iniciativa natural, sentir que o processo de desenvolvimento da aprendizagem e das habilidades é prazeroso, sentir “gosto” por tocar o projeto até o final e, por último, saber se o mercado e as pessoas vão “comprar” o que você faz (se este último falhar, vira hobbie).

    Então é isso. Aguardo ansiosamente o próximo vídeo, muito obrigado pela iniciativa, Ana!

    Responder

    1. Thiago, este vídeo te tocou mesmo, né!!
      Que bom que isso emergiu…gerou um pensar até talvez diferente sobre algo…e quem sabe uma possibilidade de buscar novos significados…
      Abraço, Marcelo.

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  22. Olá Ana!

    Primeiro quero dizer que adoro esses vídeos que comentam sobre livros de aprendizagem. Não li esses dois livros, somente tenho conhecimento do conteúdo através dos resumos e do seu vídeo. Com isso, encontrei uma possibilidade de unir as duas ideias do livro que parecem contraditórias entre si. No livro “Descubra seus Pontos Fortes”, como ele fala para trabalhar seus pontos fortes, podemos usar os ideias do livro “Fora de Série” para trabalhar os pontos fracos dentro desses pontos fortes. Um porto forte pode ser algo que realmente nos dará retorno no dia -a-dia, o que realmente importa. Por exemplo, sou programador e tenho que dominar um determinada linguagem, em relação ao livro de Marcus Buckingham (Descubra seus Pontos Fortes) , acredito que ter habilidade em uma linguagem de programação é um ponto forte para mim, ao contrário se eu buscar habilidade em literatura. Diante disso, ao buscar habilidades em programação, posso ir usando a ideia de Malcolm Gladwell(Fora de Série) para identificar meus pontos fracos na programação e aplicando pratica deliberada visando o feedback.

    Não sei se ficou bem explicado, pois estou na correria.

    Obrigado Ana Lopes!

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    1. Otávio, legal o seu retorno.
      Ficamos muito grato por vc ter disponibilizado um pouco do seu tempo em prol de trazer para este canal um pouco da sua busca.
      Abraço, Marcelo.
      Gerente de relacionamento.

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