Memorização de números: fácil, rápida e divertida!

Há algumas semanas, eu mostrei como usar o Palácio da Memória para memorizar dez palavras aleatórias. Este é um tipo de lista razoavelmente difícil de memorizar sem ajuda de nenhuma técnica. Com o Palácio, a memorização vira brincadeira de criança.

Difícil de acreditar? Então assista a vídeo-aula anterior clicando aqui.

Para brincar mais um pouco, na mesma vídeo aula, embuti outra técnica de memorização, e lancei um desafio no final da aula: “Qual era a técnica que estava por trás daquele Palácio da Memória?”

Após alguns dias me divertindo com toda a interação que gerou no blog e no Facebook, eu achei que já era hora de explicar o mistério: o que tinha por trás daquele Palácio da Memória?

Assista o vídeo e descubra!!

Como memorizar números

Conforme você viu no vídeo, no Palácio havia uma técnica muito usada para memorizar sequências de números.

Vamos fazer uma revisão?

Abaixo, seguem as imagens que eu utilizei para ilustrar as dez palavras do Palácio da Memória. Essas eram: rosquinha, caneta, atiradeira, tripé, cadeira, mão, gancho, despenhadeiro, universo e bengala.

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Quando coloquei essas imagens foi a título de ilustração e isso levou muita gente a achar que eu estava fazendo uma técnica de associação. Acontece que, na verdade, associação é a base para TODAS as técnicas de memorização. Não há como você memorizar uma informação nova sem associá-la com alguma outra coisa que você já conheça. Então, associação não é uma técnica em si, mas o fundamento mesmo de como a memória humana funciona.

O Palácio era, na verdade, o playground do condomínio onde moro, e o que eu fiz, foi marcar alguns lugares desse local. Marquei estes lugares utilizando números, que eram dígitos de zero a nove.

Na verdade, eu esperava que o fato de ter numerado de zero até nove, ao invés de um até dez, chamasse atenção, pois era exatamente aí que estava o gancho para mostrar a técnica escondida no palácio. Todos os dígitos estavam associados aos objetos de alguma maneira.

Vamos lembrar como foi realizada a associação dos dígitos com os objetos.

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Começamos pela rosquinha, que tem o formato do número 0; a caneta foi associada ao número 1 devido também ao seu formato; a atiradeira foi associada ao número 2, pois ela tem a forquilha que desemboca em dois galhos; o número 3 foi associado ao número de pernas que tem o tripé que era a palavra que eu queria memorizar; já a cadeira tem quatro pernas, ou, se virada para baixo lembra o número  4 escrito a mão.

A nossa mão tem cinco dedos, portanto associei a mão ao número 5; o número 6 se parece com um gancho, então utilizei essa similaridade do formato do número seis para associar ao Capitão Gancho; o número 7 associei com o despenhadeiro: se você olhar a foto de um precipício de perfil, vai notar a semelhança e os jacarés usei porque empilhando todos eles, iam ficar tortos, lembrando o número 7; o universo é infinito, e o número 8 deitado representa o símbolo do infinito; e finalmente o formato de uma bengala nos remete ao número 9.

Esta técnica chama-se de Vocabulário Numérico. A ideia é ter uma imagem concreta associada a cada dígito do nosso sistema numérico decimal.

Como memorizar sequências de números com o vocaculário numérico

Agora vem a parte mais divertida da história. Uma vez que você sabe o vocabulário numérico de cor, você cria histórias malucas com as sequências de objetos que representam os números. A maluquice da história contribui – e muito!! – para que a sequência se fixe na memória.

Lembra da história do vídeo?

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Uma pessoa filma com a câmera no tripé o Capitão Gancho de todos os ângulos, até que o Capitão Gancho, que é apenas um menino, pega uma atiradeira e joga uma pedra no cinegrafista que está com o tripé. A pedra acerta a mão do cinegrafista, que fica toda ensanguentada. O câmera, muito sonhador, olha para mão ensanguentada e começa a contemplar o universo nos borrões de sangue.

De repente, ele se da conta do que aconteceu, arranca a atiradeira do garoto, pega uma bengala grande e começa a bater na atiradeira que está no chão, até que a mesma se despedace.

Ok, a história não faz nenhum sentido, mas te fez memorizar o número de telefone imaginário, não fez?

Vejamos: feche os olhos e tente imaginar a primeira cena, do cinegrafista. O que acontece em seguida. Vá seguindo o fio da meada e escrevendo os números que aparecem na sua mente. 😉

Depois, desça lá nos comentários e conte como foi a experiência! 😀

17 Comentários


  1. Amei, Ana você é muito didática, parabéns.
    Vou usar essas técnicas de agora em diante.
    obrigada

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  2. Gostei da técnica da história. Obrigada, sempre fui boa com palavras mas ruim com ordem de números, me facilitou a vida.

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  3. Anaaaaaaa!!! Gostei dessa dica!! Mas tô com uma dúvida: Quando eu tiver um artigo (Direito) que tem vários incisos tipo Artigo 1º, Inciso I, II, III, IV, V … X. Como faço para aplicar essa técnica e a do palácio? Pois cada Inciso possui frases e não apenas palavras chaves. Qual dica você tem para memorizar nesses casos?
    Desde já muito obrigado!
    Parabéns pelo trabalho!!

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    1. Opa, Lucas, que bom que gostou! Vc usa as palavras-chave como gatilhos para lembrar das frases. Com algumas revisões, elas vem naturalmente. Daí vc associa a imagem do número (inciso) com a da palavra-chave.

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      1. olá ana!

        tenho duas perguntas..

        1) Você acha que é possível usar a técnica do palácio da memória junto com os mapas mentais?
        2) Você não acha o palácio da memória demorado?

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        1. Oi, Tiago.
          Vamos por partes… rss…
          1) Sim, é possível e eu faço isso, colocando em cada estação (local do palácio) o tema do mapa.
          2) Depende de com que vc está comparando, Tiago. Demorado em relação a que? O que demora mais: montar e estudar um palácio ou repetir o mesmo material até que vc consiga memorizá-lo na força bruta? Qual das duas técnicas vai gerar uma memorização mais sólida? Pense nisso! 😉

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  4. Maravilha,estou gostando,mas,sei que precisa de muito exercício mental. Parabéns e muito obrigado.

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  5. Muito bom esse video, nos mostra como é bom lermos fazendo associações com as vida e o cotidiano,,,
    obg Regina

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    1. Eu sempre gostei muito desta ideia de fazermos analogias.
      Até mais,
      Marcelo Souza
      Gerente de relacionamento.

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  6. Muito obrigado por compartilhar essas técnicas, é claro que o treino e a criatividade precisa ser trabalhado!

    Parabéns e sucesso

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  7. Muito bom o blog e os videos , mais minha opnião para memorização de numeros,nesse video em específico, não muito eficiente para memorizar numeros grandes em comparação com a tecnica que uso , exp . Subistituir cada numero com uma consoante ,… assim então formando as palavras , 3=m por ter 3 pernas , 2=n por ter 2 pernas 32 posso associar com uma MINA , claro usando as vogais de acordo com sua imaginação , 1=T por ter uma perna , 7=V ou F ao deitar o 7 pode parecer um V , então o numero 17 , por exemplo, pode ser uma TV ‘ fica de forma discricionaria a simbologia usada para cada numero , mas a diferença dessa tecnica para a apresentada é que para memorizar 100 numeros preciso apenas de 50 imagens ou menos para fazer a associação do que as 100 imagens para associar , mas a ideia é a mesma para a associação deixe a imaginação fluir …. adorei o blog

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    1. É bom este exercício que você traz aqui de traçar paralelos identificando aproximações e distanciamentos entre possibilidades de memorização.
      Abraço, Ana.

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